14.1.13

A Lição de vida das colheres de cabo comprido

 Desconheço autor

Conta uma lenda que Deus convidou um certo homem para conhecer o céu e o inferno. Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa e cheirosa sopa e à sua volta estavam várias pessoas, famintas e com um olhar que mostrava desespero. Cada uma delas segurava uma colher. As colheres tinham um cabo muito comprido que lhes possibilitava alcançar a sopa dentro do caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento daquelas pessoas era grande.
Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia um caldeirão igual, as pessoas em volta segurando cada uma uma colher com cabo comprido. A diferença é que todas as pessoas estavam alegres, saciadas em sua fome. Não havia fome nem sofrimento no olhar daquelas pessoas.
- Eu não compreendo - Disse o homem a Deus. - Por que aqui no céu as pessoas estão felizes enquanto lá no inferno morrem de fome e aflição. As duas salas são iguais, com as pessoas usando em ambas as salas colheres de cabo comprido para pegar a sopa.
Deus sorriu e respondeu: - Você não percebeu a diferença? Aqui no céu as pessoas aprenderam a dar comida uns aos outros. Lá no inferno as pessoas estavam preocupadas somente com elas, com a própria fome, com sentimento de egoísmo, impedindo que pensassem em ajudar aos outros. Cada um agia com individualismo, sem pensar nos outros. Cada uma pensava somente em si mesma, em como tomar a sopa com aquela colher comprida. Não pensaram em outra alternativa. Já aqui no céu, a situação é bem diferente. As pessoas perceberam que tinham que trabalhar em equipe, uma equipe solidária e participativa, cada um ajudando o outro ajudando-se mutuamente, com solidariedade, deixando de lado o egoísmo. Perceberam que é melhor trabalhar juntos visando atingir os objetivos que desejam do que trabalhar de modo isolado. Os resultados, agindo todos como uma equipe unida, são muito positivos, não é mesmo? Veja como as pessoas agindo assim estão mais felizes e realizadas... 

9.1.13

De passagem

 Desconheço autor

Um viajante chegou a uma humilde cabana, onde se dirigiu pedindo água e pousada. Quando chegou foi recebido por um monge que lhe ofereceu acolhimento. Ao reparar na simplicidade da casa e sobretudo na ausência de mobília, curioso indagou: 
- Onde estão os teus móveis? 
- Onde estão os teus? - devolveu o monge. 
- Estou aqui só de passagem - respondeu o andarilho 
- Eu também...

6.1.13

As dores do mundo

Do livro As dores do mundo (Schopenhauer)

A vida é um mar cheio de escolhos e de turbilhões que o homem só evita à força de prudência e de cuidados, embora saiba que mesmo que consiga escapar-lhes com perícia e esforços, não pode contudo, à medida que avança, retardar o grande, o total, o inevitável naufrágio, a morte que parece correr-lhe ao encontro: é esse o fim supremo de tão laboriosa navegação, para ele infinitamente pior que todos os escolhos a que escapou.
Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas apenas satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza... À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito não é já um prazer. Por isso mesmo a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo o hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes,porque o gozo não é positivo, mas sim a dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo, a distração tira-a. O que prova que a nossa existência é tanto mais feliz quanto menos a sentimos: de onde se segue que mais vale ver-nos livres dela. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria, se esta não sucedesse a uma grande miséria porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas sâo obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: "A felicidade não passa de um sonho, só a dor é real"; e acrescenta: "Há oitenta anos que o experimento. Não sei fazer outra coisa senão resignar-me, e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens para serem devorados pelos pesares." 

Liberdade

Charles Chaplin

Por mais voltas que o mundo dê, um dia todos nós iremos nos encontrar em algum ponto.
Um ponto pacífico,onde estaremos falando a mesma língua, bebendo o mesmo vinho,contando nossas histórias e rindo, um riso leve e sincero.
Assim, estaremos prontos para percorrer juntos este longo caminho; em que simplesmente falamos de nossos dias, vendo o futuro com olhos livres"