12.2.12

Mania de explicação

Adriana Falcão

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.

Iirritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito.

Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.

Pouco é menos da metade.

Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.

Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Renúncia é um não que não queria ser ele.

Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.

Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.

Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Alegria é um bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.

Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

Perdão é quando o natal acontece em maio, por exemplo.

Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

Desatino é um desataque de prudência.

Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Emoção é um tango que ainda não foi feito.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não há sentido, talvez porque não há explicação, o amor ninguém sabe explicar.

11.2.12

O Poder do Amor

Desconheço autor
Texto enviado por Naiara Santarém


Amor, tão pronunciado e tão pouco praticado.

Tantas emoções que sem razão chamamos de amor.

Sentimento que quer-se nobre mas que por seu nome humanos em erros incorrem;

Amor não é posse, coação, domínio é a força do divino pulsando nos corações;

Amor verdadeiro é jóia rara é força que transforma e cura renova a esperança, traz de volta a criança;

Amar é abraçar o mistério sentir no terreno o etéreo;

Não permita que professem o amor em vão dizendo com ganância o que pede entrega e mansidão;

Amor é o encontro de si no outro, almas divididas que se buscam vida afora e sabem quando se encontram um sentir que é saber;

Ser humano é aprender a amar revelação que dá sentido ao que antes era apenas ruído;

O amor é o que mostra a grandeza, o poder do Universo que pulsa dentro;

O olhar sabe do amor, o ventre sabe do amor, o amor sabe do amor, um sentir primitivo e divino;

Deus está no amor!

As almas escolhem viver na terra para que a experiência do amor semeie plenitude;

Não há maior virtude do que o amor;

Mas lembre-se: amar é libertar;

O amor nada tem de escravidão ou escuridão, o amor é o templo de Deus, onde entras porque te sentes convidado;

O amor há de fazer-nos mais evoluídos, pois é o embate da alma e do ego;

Alma que transborda de sentimento, ego que quer se apoderar do sujeito...

Amar é encontrar em si o que se imagina no outro;

Não olhe para fora buscando o amor, pois ele é sentimento que nasce dentro e quando verdadeiro transborda e magnético atrai as almas afastadas;

Viva o amor e terás amor, seja o amor e aprenderás a amar, deixe-se amar e terás amor, encontro de almas que há tanto tempo se buscam;

Ainda há muita estrada para trilhar, quando se trata de amar, pois amor não é teoria ou posse;

Amor é alforria, a chave do coração que leva ao céu, do divino que dorme em nós;

Ame-se e naturalmente atrairás, o coração que te pertence, não por posse, mas por ser você no outro, um outro você...



8.2.12

Amanhã... Hoje não

Amanhã fico triste, ... Amanhã.

Hoje não.

Hoje fico alegre.

E todos os dias, por mais amargos que sejam,

Eu digo:

Amanhã fico triste,

Hoje não.

Para Hoje e todos os outros dias!!"

Encontrado na parede de 1 dormitório de crianças do campo de extermínio nazista de Auschwitz.